O ator britânico Patrick Stewart, eternizado como o Capitão Jean-Luc Picard da franquia "Star Trek" e como o Professor Charles Xavier dos filmes dos "X-Men", morreu aos 86 anos. A morte foi confirmada nesta quinta-feira (29), em comunicado publicado no perfil oficial do artista, que revelou que ele enfrentava Alzheimer e demência com corpos de Lewy.
Antes de conquistar o público da ficção científica, Stewart havia construído uma carreira monumental nos palcos, com destaque para décadas de trabalho na Royal Shakespeare Company. Mas sua voz grave e inconfundível também o levou, de tempos em tempos, para dentro dos estúdios de gravação.
Uma ligação discreta — e real — com a música
Longe dos holofotes do cinema, Patrick Stewart cruzou o caminho da música mais de uma vez, ora emprestando sua dicção teatral a gravações, ora se arriscando no próprio canto.
Os vocais ao lado dos colegas de elenco
Sua estreia em um disco veio em 1991, no álbum de standards "Ol' Yellow Eyes Is Back", do ator e cantor Brent Spiner — o androide Data de "Star Trek: The Next Generation". Na faixa "It's a Sin to Tell a Lie", Stewart assinou os backing vocals como integrante do grupo apelidado de The Sunspots, formado também pelos companheiros de série Jonathan Frakes, Michael Dorn e LeVar Burton.
Narrador na epopeia de Rick Wakeman
Em 1999, sua voz ganhou papel de protagonista no disco conceitual "Return to the Centre of the Earth", do tecladista Rick Wakeman, ex-Yes. Inspirada na obra de Júlio Verne e gravada com a London Symphony Orchestra, a produção traz o ator como narrador, conduzindo a história entre as passagens orquestrais e cantadas.
Do Grammy a Shakespeare
O timbre de Stewart também lhe rendeu reconhecimento na música. O ator venceu o Grammy de Melhor Álbum Falado Infantil pela narração de "Pedro e o Lobo", de Prokofiev, e foi indicado ao prêmio por sua leitura dos sonetos completos de William Shakespeare.
O inusitado cowboy beneficente
Em 2016 veio o capítulo mais surpreendente. De chapéu e botas, Stewart encarnou o personagem "Cowboy Pat" em "Patrick Stewart's Cowboy Classics", um projeto beneficente em prol do International Rescue Committee.
Ele regravou clássicos do faroeste como "Don't Fence Me In", "Buttons and Bows" e "I'm an Old Cowhand" — esta ao lado da mulher, a cantora e compositora Sunny Ozell. A campanha foi divulgada por um comercial propositalmente cafona, com direito a esporas e a falsos duetos anunciados com estrelas da música country.
Casado com Sunny Ozell desde 2013, Patrick Stewart deixa uma trajetória em que teatro, cinema e música se encontraram pela força de uma das vozes mais marcantes de sua geração.
Antes de conquistar o público da ficção científica, Stewart havia construído uma carreira monumental nos palcos, com destaque para décadas de trabalho na Royal Shakespeare Company. Mas sua voz grave e inconfundível também o levou, de tempos em tempos, para dentro dos estúdios de gravação.
Uma ligação discreta — e real — com a música
Longe dos holofotes do cinema, Patrick Stewart cruzou o caminho da música mais de uma vez, ora emprestando sua dicção teatral a gravações, ora se arriscando no próprio canto.
Os vocais ao lado dos colegas de elenco
Sua estreia em um disco veio em 1991, no álbum de standards "Ol' Yellow Eyes Is Back", do ator e cantor Brent Spiner — o androide Data de "Star Trek: The Next Generation". Na faixa "It's a Sin to Tell a Lie", Stewart assinou os backing vocals como integrante do grupo apelidado de The Sunspots, formado também pelos companheiros de série Jonathan Frakes, Michael Dorn e LeVar Burton.
Narrador na epopeia de Rick Wakeman
Em 1999, sua voz ganhou papel de protagonista no disco conceitual "Return to the Centre of the Earth", do tecladista Rick Wakeman, ex-Yes. Inspirada na obra de Júlio Verne e gravada com a London Symphony Orchestra, a produção traz o ator como narrador, conduzindo a história entre as passagens orquestrais e cantadas.
Do Grammy a Shakespeare
O timbre de Stewart também lhe rendeu reconhecimento na música. O ator venceu o Grammy de Melhor Álbum Falado Infantil pela narração de "Pedro e o Lobo", de Prokofiev, e foi indicado ao prêmio por sua leitura dos sonetos completos de William Shakespeare.
O inusitado cowboy beneficente
Em 2016 veio o capítulo mais surpreendente. De chapéu e botas, Stewart encarnou o personagem "Cowboy Pat" em "Patrick Stewart's Cowboy Classics", um projeto beneficente em prol do International Rescue Committee.
Ele regravou clássicos do faroeste como "Don't Fence Me In", "Buttons and Bows" e "I'm an Old Cowhand" — esta ao lado da mulher, a cantora e compositora Sunny Ozell. A campanha foi divulgada por um comercial propositalmente cafona, com direito a esporas e a falsos duetos anunciados com estrelas da música country.
Casado com Sunny Ozell desde 2013, Patrick Stewart deixa uma trajetória em que teatro, cinema e música se encontraram pela força de uma das vozes mais marcantes de sua geração.








