A disputa judicial entre Stevie Wonder e sua ex-noiva, Carmen Efferson, ganhou um novo capítulo público. Em entrevista divulgada na quarta-feira, 28 de outubro, ela acusou o cantor de ser "um manipulador" e um "tolo", em meio ao processo que pode retirá-la da casa onde vive há quase 40 anos.

"Ele vai pintar isso como se eu fosse a mentirosa, e não dá para conversar com esse tolo", disse Efferson ao Daily Mail. "Ninguém quer dizer isto, mas eu sei que ele é um manipulador e alguém que pratica gaslighting."

Efferson mora desde 1988 em um imóvel do artista em Hollywood Hills, Los Angeles. Segundo ela, a residência foi fruto de um acerto informal firmado com o músico. "Eu nem queria a casa no começo, mas ele insistiu", afirmou. "Nunca fui uma pessoa materialista e nunca pedi uma casa. Mas chegamos a um acordo, um acordo verbal, de que esta seria a minha casa."

O pedido de despejo

A reação veio depois que o cantor, de 76 anos, nome de batismo Stevland Hardaway Morris, pediu à Justiça da Califórnia autorização para despejá-la. A ação foi protocolada no Tribunal Superior de Los Angeles em 22 de outubro, de acordo com documento obtido pela revista People.

A queixa reconhece o acordo verbal que permitiu a Efferson ocupar o imóvel a partir de 1988, mas sustenta que ela o descumpriu durante o verão, ao recusar a entrada de inspetores de seguro na casa, exigência feita pelos advogados do artista.

Pelo relato do processo, um e-mail de 23 de julho avisou que a vistoria ocorreria em 30 de julho, para "manter a cobertura de seguro da propriedade". Dois dias depois, ela teria respondido que não autorizaria a entrada, dizendo se sentir "assediada" e que "não consentia" com a inspeção.

Um aviso de despejo de 30 dias foi afixado no dia seguinte, mas Efferson não deixou a casa, segundo a queixa, que classifica a permanência como "maliciosa". Os advogados de Wonder pedem a anulação do acordo verbal, além de honorários e indenização. A People afirmou ter procurado representantes das duas partes.