Um ano depois da morte de D'Angelo, a família do cantor deu aos fãs a notícia mais aguardada: o primeiro álbum póstumo do artista está em preparação. Quem confirmou foi Luther Archer, irmão mais velho e inventariante do espólio, em entrevista à rádio Kiss Richmond.

Segundo Archer, o disco terá seis faixas e nenhuma participação. "Temos um álbum chegando. Apenas ele. Sem colaborações. São seis faixas até agora. Mas temos um acervo inteiro de músicas que nunca foram lançadas. Estamos tentando definir o que vamos adicionar, o que vamos tirar", afirmou.

A grande surpresa está justamente nesse acervo. De acordo com o inventariante, existem gravações inéditas com Mary J. Blige e Michael Jackson, ainda que ele não tenha detalhado se os dois aparecem na mesma música ou em projetos separados.

Lados B e regravações no horizonte

Além do álbum solo, a família estuda lançar um disco de lados B e uma coleção de regravações, que Archer colocou entre os planos de vários lançamentos no futuro. As releituras têm peso especial na trajetória de D'Angelo, conhecido por reinterpretar clássicos do soul e do funk de forma intensamente pessoal.

A confirmação não veio do nada. Em novembro de 2025, no tapete vermelho do Rock & Roll Hall of Fame, onde D'Angelo recebeu uma homenagem póstuma, o produtor e amigo Questlove já havia adiantado que existia material inédito a caminho, descrito por ele como "o som de ontem, mas para o futuro".

Antes mesmo da morte do cantor, Raphael Saadiq contou que D'Angelo trabalhava em seis novas composições. Uma delas teria sido gravada com Q-Tip, com Saadiq no baixo e os dois nos vocais de apoio.

O primeiro inédito desde "Black Messiah"

O projeto será o quarto álbum de estúdio de D'Angelo e o primeiro com material inédito desde "Black Messiah", de 2014. O disco anterior chegou 14 anos depois de "Voodoo" (2000), e ambos venceram o Grammy de Melhor Álbum de R&B.

A estreia, "Brown Sugar" (1995), ajudou a moldar a linguagem do neo-soul antes mesmo de o gênero ganhar nome. O cantor morreu em 14 de outubro de 2025, aos 51 anos, em decorrência de um câncer de pâncreas.

Enquanto o lançamento não chega, vale revisitar a obra que fez dele um dos nomes mais reverenciados da black music. Em faixas como "Brown Sugar", "Really Love" e "Untitled (How Does It Feel)", o cantor definiu um som que segue influenciando novas gerações. Relembre quando noticiamos a morte do artista, aos 51 anos.







Por enquanto, não há título, data de lançamento nem lista completa de faixas. O que a família confirma é um começo: seis músicas selecionadas, um vasto acervo ainda inédito e a promessa de mais capítulos na história de um dos maiores nomes do soul moderno.