Depois de sete anos sem um álbum de inéditas, Pitty voltou nesta sexta-feira (16) com um dos discos mais íntimos da carreira. Batizado apenas de "Pitty", o trabalho transforma divórcio, luto e desejo em rock catártico, e a baiana de 49 anos não desvia de nenhum assunto.
O disco funciona como um acerto de contas com tudo o que a cantora viveu desde "Matriz" (2019), seu último registro de inéditas. Como mostramos no anúncio do trabalho, muita coisa mudou desde a estreia, "Admirável Chip Novo" (2003).
Desejo como fio condutor
O tema central é o desejo. Logo na abertura, "Sobremesa", ela esmiúça a vontade de ceder aos impulsos sem abrir mão do próprio valor. A faixa reapresentou a cantora ao público, como contamos na chegada do primeiro single.
Em "Armadura", o desejo divide espaço com a vulnerabilidade. Proteger a si mesma vira a metáfora central, e o refrão resume que é mais difícil abrir o coração do que o corpo.
Divórcio, luto e um recomeço aos 49 anos
Por trás das letras está uma fase de viradas. Em 2024, Pitty passou por uma cirurgia de emergência. No ano seguinte, separou-se do baterista Daniel Weksler, do NX Zero, após 19 anos de relação e 15 de casamento.
O recomeço aparece em faixas como "Álbum de Casamento", sobre as ramificações do divórcio, e "Pileque de Poeta", em que ela encara a própria sexualidade agora que está solteira aos 49 anos.
O momento mais delicado é "Cuidada", dedicada à relação conturbada com a mãe, Laurita, morta antes de uma reconciliação. Na canção, a artista oferece pela arte o carinho que hoje reconhece ter faltado.
Peso no som, leveza nos arranjos
Musicalmente, as guitarras de Martin Mendonça seguem pesadas, mas quem rouba a cena são o baixo de Paulo Kishimoto e a bateria de Nico. Os arranjos dançantes contrabalançam os temas espinhosos e dão leveza ao conjunto.
O resultado é um reencontro franco com uma velha conhecida. Entre cicatrizes e piadas, "Pitty" celebra a liberdade de quem cresceu, caiu e seguiu em frente, com a música tão boa quanto sempre foi.
Confira o álbum abaixo:
O disco funciona como um acerto de contas com tudo o que a cantora viveu desde "Matriz" (2019), seu último registro de inéditas. Como mostramos no anúncio do trabalho, muita coisa mudou desde a estreia, "Admirável Chip Novo" (2003).
Desejo como fio condutor
O tema central é o desejo. Logo na abertura, "Sobremesa", ela esmiúça a vontade de ceder aos impulsos sem abrir mão do próprio valor. A faixa reapresentou a cantora ao público, como contamos na chegada do primeiro single.
Em "Armadura", o desejo divide espaço com a vulnerabilidade. Proteger a si mesma vira a metáfora central, e o refrão resume que é mais difícil abrir o coração do que o corpo.
Divórcio, luto e um recomeço aos 49 anos
Por trás das letras está uma fase de viradas. Em 2024, Pitty passou por uma cirurgia de emergência. No ano seguinte, separou-se do baterista Daniel Weksler, do NX Zero, após 19 anos de relação e 15 de casamento.
O recomeço aparece em faixas como "Álbum de Casamento", sobre as ramificações do divórcio, e "Pileque de Poeta", em que ela encara a própria sexualidade agora que está solteira aos 49 anos.
O momento mais delicado é "Cuidada", dedicada à relação conturbada com a mãe, Laurita, morta antes de uma reconciliação. Na canção, a artista oferece pela arte o carinho que hoje reconhece ter faltado.
Peso no som, leveza nos arranjos
Musicalmente, as guitarras de Martin Mendonça seguem pesadas, mas quem rouba a cena são o baixo de Paulo Kishimoto e a bateria de Nico. Os arranjos dançantes contrabalançam os temas espinhosos e dão leveza ao conjunto.
O resultado é um reencontro franco com uma velha conhecida. Entre cicatrizes e piadas, "Pitty" celebra a liberdade de quem cresceu, caiu e seguiu em frente, com a música tão boa quanto sempre foi.
Confira o álbum abaixo:








