Dono de uma das agendas mais invejáveis da música, Paul McCartney tem um número de telefone que nunca teve coragem de discar. Aos 84 anos, o ex-Beatle confessou que o parceiro dos seus sonhos continua fora de alcance — não por distância, mas por puro nervosismo.
A revelação veio no podcast "Good Hang with Amy Poehler", nesta terça-feira (13). Questionado sobre com quem gostaria de dividir um estúdio, o músico não hesitou no nome, mas travou na hora de agir.
"Sempre me perguntam [com quem eu quero colaborar] e eu sempre penso no Bob Dylan. Mas fico nervoso demais para ligar para ele", contou. "'Bob? É o Paul.'"
Quando a apresentadora, de 55 anos, brincou que tinha dificuldade de imaginar Bob Dylan atendendo um telefonema, McCartney respondeu na mesma moeda: o eterno andarilho do folk provavelmente estaria "em algum arbusto, dentro de um saco de dormir".
Uma admiração antiga e um pouco de timidez
Não é a primeira vez que McCartney admite o receio. No começo deste ano, em entrevista à BBC Radio 2, ele já havia dito que conhece Dylan desde os anos 1960, mas que nunca criou intimidade com o autor de Blowin' In The Wind.
"Fico um pouco nervoso de me aproximar dele. Com algumas pessoas é fácil, você sente que daria para bater um papo tranquilo", explicou na ocasião.
O último encontro entre os dois aconteceu em 2016, no festival Desert Trip, em Indio, na Califórnia. Segundo McCartney, alguém da equipe de Dylan avisou que o compositor queria cumprimentá-lo.
"Entrei para vê-lo e foi tipo 'Uau'. Era só ele e eu naquela tenda enorme no backstage, e ele foi muito gentil", lembrou o autor de Band On The Run. "Foi engraçado, meio constrangedor: ele disse 'Você é uma estrela'. E eu pensei: o que se responde para isso? 'Bem, obrigado, Bob. Eu amo o que você faz.' Enfim, ele é incrível. Amo a música dele, amo as canções dele."
Do vinil em casa ao cigarro no hotel
A reverência tem raízes profundas. Dylan estreou em disco em 1962, com um álbum homônimo, um ano antes de The Beatles virar o mundo de cabeça para baixo com "Please Please Me". Em documentário da BBC, em 2020, McCartney contou que ouvia os discos do americano em casa antes de a banda explodir.
Os quatro de Liverpool só encontraram o ídolo pessoalmente em 1964, num hotel de Nova York — e foi Dylan quem os apresentou à maconha. No podcast de Adam Buxton, em 2020, McCartney relembrou a cena: Ringo Starr foi chamado a um quarto nos fundos e voltou "meio zonzo".
"Perguntamos 'o que houve?' e ele disse: 'Ah, o Bob está fumando maconha lá atrás'", narrou. "A gente perguntou como era, e o Ringo respondeu: 'Bom, o teto parece estar descendo um pouco'. Aí todos nós corremos para o quarto dos fundos. Foi uma noite e tanto, maluca e muito divertida."
Entre colaborações que de fato aconteceram — de Stevie Wonder e Michael Jackson a Rihanna e Phoebe Bridgers —, o dueto de estúdio com Dylan segue sendo o sonho que McCartney guarda sem ter coragem de telefonar.
Relembre I Want To Hold Your Hand, do auge beatlemaníaco que coincidiu com aquele primeiro encontro:
A revelação veio no podcast "Good Hang with Amy Poehler", nesta terça-feira (13). Questionado sobre com quem gostaria de dividir um estúdio, o músico não hesitou no nome, mas travou na hora de agir.
"Sempre me perguntam [com quem eu quero colaborar] e eu sempre penso no Bob Dylan. Mas fico nervoso demais para ligar para ele", contou. "'Bob? É o Paul.'"
Quando a apresentadora, de 55 anos, brincou que tinha dificuldade de imaginar Bob Dylan atendendo um telefonema, McCartney respondeu na mesma moeda: o eterno andarilho do folk provavelmente estaria "em algum arbusto, dentro de um saco de dormir".
Uma admiração antiga e um pouco de timidez
Não é a primeira vez que McCartney admite o receio. No começo deste ano, em entrevista à BBC Radio 2, ele já havia dito que conhece Dylan desde os anos 1960, mas que nunca criou intimidade com o autor de Blowin' In The Wind.
"Fico um pouco nervoso de me aproximar dele. Com algumas pessoas é fácil, você sente que daria para bater um papo tranquilo", explicou na ocasião.
O último encontro entre os dois aconteceu em 2016, no festival Desert Trip, em Indio, na Califórnia. Segundo McCartney, alguém da equipe de Dylan avisou que o compositor queria cumprimentá-lo.
"Entrei para vê-lo e foi tipo 'Uau'. Era só ele e eu naquela tenda enorme no backstage, e ele foi muito gentil", lembrou o autor de Band On The Run. "Foi engraçado, meio constrangedor: ele disse 'Você é uma estrela'. E eu pensei: o que se responde para isso? 'Bem, obrigado, Bob. Eu amo o que você faz.' Enfim, ele é incrível. Amo a música dele, amo as canções dele."
Do vinil em casa ao cigarro no hotel
A reverência tem raízes profundas. Dylan estreou em disco em 1962, com um álbum homônimo, um ano antes de The Beatles virar o mundo de cabeça para baixo com "Please Please Me". Em documentário da BBC, em 2020, McCartney contou que ouvia os discos do americano em casa antes de a banda explodir.
Os quatro de Liverpool só encontraram o ídolo pessoalmente em 1964, num hotel de Nova York — e foi Dylan quem os apresentou à maconha. No podcast de Adam Buxton, em 2020, McCartney relembrou a cena: Ringo Starr foi chamado a um quarto nos fundos e voltou "meio zonzo".
"Perguntamos 'o que houve?' e ele disse: 'Ah, o Bob está fumando maconha lá atrás'", narrou. "A gente perguntou como era, e o Ringo respondeu: 'Bom, o teto parece estar descendo um pouco'. Aí todos nós corremos para o quarto dos fundos. Foi uma noite e tanto, maluca e muito divertida."
Entre colaborações que de fato aconteceram — de Stevie Wonder e Michael Jackson a Rihanna e Phoebe Bridgers —, o dueto de estúdio com Dylan segue sendo o sonho que McCartney guarda sem ter coragem de telefonar.
Relembre I Want To Hold Your Hand, do auge beatlemaníaco que coincidiu com aquele primeiro encontro:








