Um show beneficente de João Gomes em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, virou caso de Justiça na noite de segunda-feira (12). Após circularem vídeos de espectadores barrados na entrada por usar adesivos de apoio a Lula (PT), a Justiça Eleitoral determinou, ainda durante o evento, que os organizadores liberassem o acesso de quem portasse material político.
A ordem partiu da juíza Elisama de Sousa Alves, da 145ª Zona Eleitoral de Petrolina. Segundo ela, chegou ao conhecimento da Justiça uma orientação para restringir a entrada de pessoas com adesivos de candidatos. O documento não informa se houve denúncia formal.
Na decisão, a magistrada determinou que os responsáveis "se abstenham, imediatamente, de proibir, restringir, dificultar ou condicionar o ingresso ou a permanência no evento de qualquer cidadão em razão do porte de adesivo, broche, vestimenta ou similar alusivo a candidato, partido político, federação ou coligação".
Ela ressalvou, porém, que a medida não libera campanha dentro do show. "A presente determinação protege a manifestação individual do eleitor e não autoriza a realização de atos de campanha, a distribuição de material de propaganda ou a fixação de adesivos em bens públicos no interior do evento", escreveu.
O relato de quem foi barrado
Entre os impedidos estava o professor e advogado Mateus Lopes, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), que gravou a própria abordagem. Ele contou que só conseguiu entrar depois de retirar os adesivos de Lula, candidato à reeleição.
"Isso aqui é um direito constitucional meu de botar no meu próprio corpo a minha manifestação política. Isso aqui é minha livre manifestação", reagiu o professor diante do segurança. Questionado sobre quem havia dado a ordem, o profissional respondeu: "A produção do evento".
O que dizem o cantor e a prefeitura
A equipe de João Gomes afirmou inicialmente ao g1 que "não procedia" a informação sobre o impedimento. Depois, disse ter sido informada de uma "atitude individual" de um segurança da empresa contratada, que teria restringido manifestações políticas durante a apresentação.
A Prefeitura de Petrolina, parceira do projeto, negou ter orientado qualquer restrição e afirmou que o controle de acesso ficou a cargo de uma empresa de segurança privada contratada pela produção do artista. A apresentação integra o projeto beneficente "Abrace um Denguinho", criado pelo cantor pernambucano.
Nascido em Pernambuco, João Gomes evita se posicionar politicamente desde 2022, quando se desculpou por puxar um coro contra o então presidente Jair Bolsonaro no Rock in Rio. Dias antes do episódio em Petrolina, a esposa do cantor chegou a defender publicamente o silêncio dele nas eleições.
A ordem partiu da juíza Elisama de Sousa Alves, da 145ª Zona Eleitoral de Petrolina. Segundo ela, chegou ao conhecimento da Justiça uma orientação para restringir a entrada de pessoas com adesivos de candidatos. O documento não informa se houve denúncia formal.
Na decisão, a magistrada determinou que os responsáveis "se abstenham, imediatamente, de proibir, restringir, dificultar ou condicionar o ingresso ou a permanência no evento de qualquer cidadão em razão do porte de adesivo, broche, vestimenta ou similar alusivo a candidato, partido político, federação ou coligação".
Ela ressalvou, porém, que a medida não libera campanha dentro do show. "A presente determinação protege a manifestação individual do eleitor e não autoriza a realização de atos de campanha, a distribuição de material de propaganda ou a fixação de adesivos em bens públicos no interior do evento", escreveu.
O relato de quem foi barrado
Entre os impedidos estava o professor e advogado Mateus Lopes, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), que gravou a própria abordagem. Ele contou que só conseguiu entrar depois de retirar os adesivos de Lula, candidato à reeleição.
"Isso aqui é um direito constitucional meu de botar no meu próprio corpo a minha manifestação política. Isso aqui é minha livre manifestação", reagiu o professor diante do segurança. Questionado sobre quem havia dado a ordem, o profissional respondeu: "A produção do evento".
O que dizem o cantor e a prefeitura
A equipe de João Gomes afirmou inicialmente ao g1 que "não procedia" a informação sobre o impedimento. Depois, disse ter sido informada de uma "atitude individual" de um segurança da empresa contratada, que teria restringido manifestações políticas durante a apresentação.
A Prefeitura de Petrolina, parceira do projeto, negou ter orientado qualquer restrição e afirmou que o controle de acesso ficou a cargo de uma empresa de segurança privada contratada pela produção do artista. A apresentação integra o projeto beneficente "Abrace um Denguinho", criado pelo cantor pernambucano.
Nascido em Pernambuco, João Gomes evita se posicionar politicamente desde 2022, quando se desculpou por puxar um coro contra o então presidente Jair Bolsonaro no Rock in Rio. Dias antes do episódio em Petrolina, a esposa do cantor chegou a defender publicamente o silêncio dele nas eleições.








