Larry Mullen Jr., baterista e cofundador do U2, revelou que chegou perto de encerrar a carreira por causa de uma lesão no pescoço. Em entrevista de capa à revista "Rolling Stone", publicada em 28 de setembro, o músico de 64 anos contou que seus médicos chegaram a recomendar que ele se aposentasse.
O problema vinha de longe. Ele convive há anos com uma fusão congênita em uma das articulações da coluna cervical, condição agravada pelo esforço repetido de tocar bateria. "Se você não faz o meu trabalho, não notaria de verdade, e eu levei isso adiante por anos", disse ao veículo.
A situação piorou durante a etapa de 2019 da turnê do disco "The Joshua Tree". O tratamento a que se submetia toda noite, depois de cada show, acabava agravando as dores. "Quando saí da estrada, eu estava realmente mal", relembrou.
O afastamento na pandemia
Acostumado a se recuperar rápido, o baterista imaginou que voltaria logo. "Eu precisava mesmo de um tempo longe", admitiu. "Só teria preferido comprar uma passagem de avião para algum lugar, em vez de reservar a maca do hospital." Com a chegada da pandemia de covid-19, ele parou por completo, dolorido demais para continuar.
"Percebi que estava fisicamente destruído, sem conserto. Eu me desliguei, como todo mundo, e meu corpo simplesmente disse: 'Você já teve o bastante'", contou. O baixista Adam Clayton chegou a duvidar de que o amigo voltasse à banda.
A ausência no Sphere
Quando surgiu a ideia da residência no Sphere, em Las Vegas, em 2022, Mullen Jr. topou participar. Semanas depois, porém, o fisioterapeuta foi direto: "Você não vai aguentar nem os ensaios. Então precisa desfazer isso." Voltar atrás no compromisso, disse, foi "muito difícil, muito complicado".
Ele afirmou ter "entendido completamente" a decisão dos companheiros de seguir com os shows sem ele. "Esse é o preço de fazer negócios. É complicado ser amigo, ser próximo e ser sócio ao mesmo tempo. Então, sim, todos nós temos sentimentos. Não vou mentir que não foi difícil, mas ninguém me impôs nada", disse.
A cirurgia arriscada e a volta
Depois de participar do single avulso "Atomic City", a banda não sabia se aquela teria sido a última aparição do baterista. A cirurgia no pescoço, no entanto, mudou o rumo. O procedimento envolvia riscos, e a família não apoiava a decisão.
"Se você tem a cabeça e o coração, eu sou um cara de cabeça. Faço o cálculo, a lógica. Mas minha vontade de tocar de novo se sobrepôs a isso", explicou. Três ou quatro meses após a operação, ele voltou aos tambores, embora de um jeito diferente. "Tudo estava diferente. Meu corpo não funcionava como antes."
Segundo The Edge, o novo álbum só existe porque o baterista conseguiu retornar. "Acho que não teríamos feito um disco se o Larry não pudesse tocar", afirmou o guitarrista. "A gente pensaria: 'Por quê? Por que fazer um álbum sem o Larry Mullen? Não parece certo.'"
Mesmo sem garantias de aguentar uma apresentação inteira, ele pretende fazer o que for possível. "Mesmo que eu não consiga tocar por duas horas e meia, se eu conseguir uma hora, já basta. Tive uma vida tão boa que vou aceitar isso", disse. O 16º álbum de estúdio do U2, "Carnaval De Luz", chega em 13 de novembro, poucos meses depois de a banda confirmar seu retorno ao Brasil após nove anos.
O problema vinha de longe. Ele convive há anos com uma fusão congênita em uma das articulações da coluna cervical, condição agravada pelo esforço repetido de tocar bateria. "Se você não faz o meu trabalho, não notaria de verdade, e eu levei isso adiante por anos", disse ao veículo.
A situação piorou durante a etapa de 2019 da turnê do disco "The Joshua Tree". O tratamento a que se submetia toda noite, depois de cada show, acabava agravando as dores. "Quando saí da estrada, eu estava realmente mal", relembrou.
O afastamento na pandemia
Acostumado a se recuperar rápido, o baterista imaginou que voltaria logo. "Eu precisava mesmo de um tempo longe", admitiu. "Só teria preferido comprar uma passagem de avião para algum lugar, em vez de reservar a maca do hospital." Com a chegada da pandemia de covid-19, ele parou por completo, dolorido demais para continuar.
"Percebi que estava fisicamente destruído, sem conserto. Eu me desliguei, como todo mundo, e meu corpo simplesmente disse: 'Você já teve o bastante'", contou. O baixista Adam Clayton chegou a duvidar de que o amigo voltasse à banda.
A ausência no Sphere
Quando surgiu a ideia da residência no Sphere, em Las Vegas, em 2022, Mullen Jr. topou participar. Semanas depois, porém, o fisioterapeuta foi direto: "Você não vai aguentar nem os ensaios. Então precisa desfazer isso." Voltar atrás no compromisso, disse, foi "muito difícil, muito complicado".
Ele afirmou ter "entendido completamente" a decisão dos companheiros de seguir com os shows sem ele. "Esse é o preço de fazer negócios. É complicado ser amigo, ser próximo e ser sócio ao mesmo tempo. Então, sim, todos nós temos sentimentos. Não vou mentir que não foi difícil, mas ninguém me impôs nada", disse.
A cirurgia arriscada e a volta
Depois de participar do single avulso "Atomic City", a banda não sabia se aquela teria sido a última aparição do baterista. A cirurgia no pescoço, no entanto, mudou o rumo. O procedimento envolvia riscos, e a família não apoiava a decisão.
"Se você tem a cabeça e o coração, eu sou um cara de cabeça. Faço o cálculo, a lógica. Mas minha vontade de tocar de novo se sobrepôs a isso", explicou. Três ou quatro meses após a operação, ele voltou aos tambores, embora de um jeito diferente. "Tudo estava diferente. Meu corpo não funcionava como antes."
Segundo The Edge, o novo álbum só existe porque o baterista conseguiu retornar. "Acho que não teríamos feito um disco se o Larry não pudesse tocar", afirmou o guitarrista. "A gente pensaria: 'Por quê? Por que fazer um álbum sem o Larry Mullen? Não parece certo.'"
Mesmo sem garantias de aguentar uma apresentação inteira, ele pretende fazer o que for possível. "Mesmo que eu não consiga tocar por duas horas e meia, se eu conseguir uma hora, já basta. Tive uma vida tão boa que vou aceitar isso", disse. O 16º álbum de estúdio do U2, "Carnaval De Luz", chega em 13 de novembro, poucos meses depois de a banda confirmar seu retorno ao Brasil após nove anos.








