Finneas anunciou nesta terça-feira (15) que não sobe mais ao palco como ato de abertura da turnê de Ed Sheeran. O motivo é a solidariedade a Macklemore, rapper retirado das apresentações depois de defender a Palestina durante um show.
(Foto: Dennis Leupold / A. Perez Meca/Europa Press via Getty Images)
"Artistas não deveriam ser silenciados quando falam pelos oprimidos. Decidi me retirar das minhas próximas datas de show com Ed Sheeran. Estou ao lado da Palestina e do seu povo", escreveu o irmão de Billie Eilish, que também argumentou que artistas não devem ser silenciados quando se posicionam contra opressões.
Finneas não saiu sozinho. Na mesma terça, Lukas Graham, Aaron Rowe e a banda Beoga, que acompanha Sheeran, comunicaram a saída da parte norte-americana da "Loop Tour", esvaziando por completo o time de aberturas do cantor britânico.
As declarações dos artistas
Lukas Graham escreveu que a decisão foi difícil, mas necessária. "Eu amo o Ed, sou grato por tudo o que compartilhamos. Isso não mudou. Mas eu não posso colocar essas palavras no mundo e continuar com essa turnê como as coisas estão. Estamos nos retirando das datas restantes", afirmou.
Aaron Rowe justificou a saída pela própria história do país onde nasceu. "Ed tem sido um amigo para mim e mudou minha vida. Mas, como irlandeses, conhecemos muito bem o genocídio, a fome forçada e a ocupação violenta", disse, ao acusar bilionários de usarem o poder para silenciar quem se manifesta.
A Beoga, formada por músicos irlandeses e fundadora do movimento Irish Artists For Palestine, foi na mesma linha. "Esse episódio inteiro está, mais uma vez, servindo para tirar o foco do problema real: mais de 1000 palestinos foram mortos desde o cessar-fogo mais recente", declarou o grupo.
Entenda o caso
A crise começou depois que Macklemore pediu paz para Gaza durante duas apresentações no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e acabou cortado do restante da turnê. O rapper apontou o empresário da NFL Robert Kraft, dono do New England Patriots, como responsável pela pressão para sua exclusão, como o Vagalume mostrou quando Macklemore foi retirado da turnê.
Na terça, Ed Sheeran veio a público dizer que o corte não partiu dele. "Passei toda a semana conversando longamente com os locais na tentativa de construir uma ponte. Uma dessas pessoas foi Robert Kraft. Também participei de conversas diretas com produtores, mas a decisão dos locais e do produtor foi final", contou, em um posicionamento que detalhamos em nota na qual ele nega ter afastado o rapper.
Ed Sheeran no Brasil
A sequência norte-americana da "Loop Tour" termina em 7 de novembro, em Tampa, na Flórida, antes de o cantor emendar oito shows pela América Latina, com passagens por Chile, Paraguai, Argentina, México e Brasil. Por aqui, são duas datas no Nubank Parque, em São Paulo, nos dias 5 e 6 de dezembro.
Finneas havia sido anunciado como ato de abertura das apresentações brasileiras. Até o momento, não há confirmação de quem deve substituí-lo nos palcos do país.
(Foto: Dennis Leupold / A. Perez Meca/Europa Press via Getty Images)
"Artistas não deveriam ser silenciados quando falam pelos oprimidos. Decidi me retirar das minhas próximas datas de show com Ed Sheeran. Estou ao lado da Palestina e do seu povo", escreveu o irmão de Billie Eilish, que também argumentou que artistas não devem ser silenciados quando se posicionam contra opressões.
Finneas não saiu sozinho. Na mesma terça, Lukas Graham, Aaron Rowe e a banda Beoga, que acompanha Sheeran, comunicaram a saída da parte norte-americana da "Loop Tour", esvaziando por completo o time de aberturas do cantor britânico.
As declarações dos artistas
Lukas Graham escreveu que a decisão foi difícil, mas necessária. "Eu amo o Ed, sou grato por tudo o que compartilhamos. Isso não mudou. Mas eu não posso colocar essas palavras no mundo e continuar com essa turnê como as coisas estão. Estamos nos retirando das datas restantes", afirmou.
Aaron Rowe justificou a saída pela própria história do país onde nasceu. "Ed tem sido um amigo para mim e mudou minha vida. Mas, como irlandeses, conhecemos muito bem o genocídio, a fome forçada e a ocupação violenta", disse, ao acusar bilionários de usarem o poder para silenciar quem se manifesta.
A Beoga, formada por músicos irlandeses e fundadora do movimento Irish Artists For Palestine, foi na mesma linha. "Esse episódio inteiro está, mais uma vez, servindo para tirar o foco do problema real: mais de 1000 palestinos foram mortos desde o cessar-fogo mais recente", declarou o grupo.
Entenda o caso
A crise começou depois que Macklemore pediu paz para Gaza durante duas apresentações no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e acabou cortado do restante da turnê. O rapper apontou o empresário da NFL Robert Kraft, dono do New England Patriots, como responsável pela pressão para sua exclusão, como o Vagalume mostrou quando Macklemore foi retirado da turnê.
Na terça, Ed Sheeran veio a público dizer que o corte não partiu dele. "Passei toda a semana conversando longamente com os locais na tentativa de construir uma ponte. Uma dessas pessoas foi Robert Kraft. Também participei de conversas diretas com produtores, mas a decisão dos locais e do produtor foi final", contou, em um posicionamento que detalhamos em nota na qual ele nega ter afastado o rapper.
Ed Sheeran no Brasil
A sequência norte-americana da "Loop Tour" termina em 7 de novembro, em Tampa, na Flórida, antes de o cantor emendar oito shows pela América Latina, com passagens por Chile, Paraguai, Argentina, México e Brasil. Por aqui, são duas datas no Nubank Parque, em São Paulo, nos dias 5 e 6 de dezembro.
Finneas havia sido anunciado como ato de abertura das apresentações brasileiras. Até o momento, não há confirmação de quem deve substituí-lo nos palcos do país.








