Todo o novo trabalho de Sam Smith cabe numa cor: a dos olhos de Christian Cowan. Foi assim que o cantor britânico batizou "Hazel Eyes", seu quinto álbum de estúdio, e foi também nessa conversa que ele oficializou uma notícia pessoal: o estilista, ao seu lado há quatro anos, virou seu noivo.
(Foto: Greg Bailey)

O anúncio saiu numa entrevista ao The New York Times, pouco depois de "Oh Mother" aparecer como primeiro recado do disco, que a Capitol Records lança em 21 de agosto.

Mais do que emprestar o nome, o relacionamento serviu de bússola criativa. Smith descreve o álbum como a primeira vez em que escreve de dentro de um amor que é retribuído, e não sobre a falta dele.

A prova disso está logo na abertura: "Everlasting Love" foi rascunhada na noite anterior ao primeiro encontro do casal e só encontrou seu desfecho quando a relação já estava de pé. Smith e Cowan se conheceram em Nova York e assumiram o namoro publicamente em dezembro de 2022.

Para dar forma às faixas, o cantor trocou as grandes equipes por um núcleo reduzido de parceiros. Entre eles está a indie Feist, coautora de "My Guy", canção que preservou os vocais captados ainda na demo original. Boa parte das gravações passou pelo Electric Lady Studios, em Nova York, com a presença de Simon Aldred, produtor que acompanha Smith desde a estreia em "In the Lonely Hour" (2014).

"Hazel Eyes" chega na esteira de "Gloria" (2023), álbum que alcançou o sétimo lugar da Billboard 200 e devolveu Smith ao topo com "Unholy (feat. Kim Petras)", parceria com Kim Petras premiada no Grammy.

Do balanço confessional de "Stay With Me" ao pop provocador dos anos recentes, o britânico agora aposta na fase mais luminosa da própria história.