A influenciadora Pietra Bertolazzi virou alvo da ARMY, a base de fãs do BTS, depois de criticar a apresentação do grupo sul-coreano na final da Copa do Mundo e chamar os integrantes de "afeminados". A reação foi rápida e organizada.

Nesta quarta-feira (22), Pietra restringiu os comentários, fechou o perfil no Instagram e anunciou que vai se afastar das redes sociais, após ter o nome transformado em um dos assuntos mais comentados do país.

Segundo o jornalista Gabriel Perline, os fãs conseguiram dados dos documentos da influenciadora e inscreveram o nome dela como mesária em eleições de todos os estados do Brasil.

Outros ataques

A ofensiva não parou por aí. O ARMY também teria filiado Pietra ao PT e cadastrado o endereço dela na plataforma "Fale com o Presidente", com o objetivo de fazê-la receber milhares de fotos do presidente Lula em casa.

Além das ações burocráticas, os fãs registraram denúncias em plataformas digitais e publicaram notas de repúdio contra as declarações da ex-DJ e ex-comentarista da Jovem Pan, conhecida por posições conservadoras.

Como a polêmica começou

A polêmica começou após a apresentação do BTS na final da Copa, que colocou o grupo no centro de ataques homofóbicos e xenofóbicos, como o Vagalume mostrou quando os fãs revidaram as ofensas nas redes.

Dono de hits globais como "Dynamite" e "Butter", o grupo mantém uma das bases de fãs mais mobilizadas e organizadas do mundo.

Pietra já havia se envolvido em controvérsias. Em 2024, foi multada pelo TSE por divulgar informações falsas sobre a primeira-dama Janja e, recentemente, defendeu publicamente o fim do voto feminino.