O caso criminal contra d4vd ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (22). Os promotores sustentaram que o contrato milionário do cantor com a Interscope Records reforça a tese de que ele teria motivação financeira para matar Celeste Rivas Hernandez, de 14 anos.
(Foto: Jordan Strauss/Invision/AP)

A alegação foi apresentada no segundo dia da audiência preliminar, etapa que vai definir se há provas suficientes para levar o caso a julgamento (a abertura, na véspera, foi marcada pela promessa de uma avalanche de provas). Segundo o The Guardian, um executivo da antiga gravadora depôs sobre os valores pagos ao artista.

Para a acusação, a ascensão rápida da carreira do cantor, cujo nome verdadeiro é David Anthony Burke, impulsionada por faixas como "Romantic Homicide" e "Here With Me", teria dado a ele um motivo para silenciar a adolescente. Os promotores sustentam que Burke buscava impedir que a jovem revelasse a natureza sexual do relacionamento entre os dois.

O corpo da adolescente foi encontrado no ano passado dentro de um carro registrado em nome do artista. Burke se declarou inocente das acusações de homicídio em primeiro grau, abuso sexual de menor de 14 anos e mutilação de restos mortais. Em tribunal, a defesa afirmou que o cantor "não foi a causa" da morte de Rivas Hernandez.

No primeiro dia, marcado pelo depoimento em que um detetive relatou o estado do corpo, a promotoria exibiu fotos da investigação e alegou que Burke usou cartões de crédito para comprar itens supostamente empregados após o crime, entre eles motosserras, um saco para cadáveres e uma pá.

A audiência preliminar deve se estender por três a cinco dias. Aos 21 anos, David Anthony Burke está preso desde abril de 2026, sem direito a fiança.

Se for condenado pela acusação de homicídio em primeiro grau, ele pode pegar prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional ou enfrentar a pena de morte, conforme a legislação dos Estados Unidos.