Kanye West publicou o pedido de desculpas mais extenso de sua carreira pelas declarações antissemitas que abalaram sua parceria com a adidas, reduziram sua fortuna bilionária e mancharam seu legado como um dos maiores nomes do hip hop.
(Foto: Reprodução / The Grosby Group)
Intitulado "To Those I've Hurt" ("Àqueles que Machuquei"), o texto foi publicado como anúncio de página inteira no jornal The Wall Street Journal na última segunda-feira (26 de janeiro). Na carta, o artista de 48 anos pediu perdão aos fãs e afirmou que não é nazista.
Ye atribuiu o comportamento ofensivo ao acidente de carro que sofreu em 2002, quando quebrou o maxilar e teve uma lesão no lobo frontal direito do cérebro. Segundo ele, o trauma evoluiu para um transtorno bipolar do tipo 1 que permaneceu sem diagnóstico por décadas.
"Perdi o contato com a realidade", escreveu. "As coisas pioraram quanto mais ignorei o problema. Eu disse e fiz coisas das quais me arrependo profundamente. Olhando para trás, me distanciei do meu verdadeiro eu."
O artista relatou os efeitos do transtorno e disse não lembrar de "momentos desconectados" vividos em seu "estado fragmentado". Foi nesse período que, segundo ele, gravitou para o "símbolo mais destrutivo" que encontrou, a suástica, chegando a estampá-la em camisetas vendidas pela Yeezy.
Dirigindo-se à comunidade judaica, Ye escreveu: "Lamento e estou profundamente envergonhado por minhas ações naquele estado. Isso não desculpa o que fiz. Não sou nazista nem antissemita. Eu amo o povo judeu."
O fundador da G.O.O.D. Music também pediu desculpas à comunidade negra, que descreveu como "o alicerce de quem eu sou" e que o apoiou "em todos os altos e baixos e nos momentos mais sombrios". "Sinto muito por ter decepcionado vocês. Eu amo a gente", afirmou.
O músico revelou que, no início de 2025, viveu um "episódio maníaco de quatro meses" de comportamento psicótico e paranoico que, segundo ele, destruiu sua vida e o deixou com pensamentos suicidas. Após atingir o fundo do poço, disse que a esposa, Bianca Censori, o incentivou a buscar ajuda.
Ye contou que, com um tratamento à base de medicação, terapia, exercícios e vida saudável, encontrou uma "clareza há muito necessária". "Estou canalizando minha energia para uma arte positiva e significativa: música, roupas, design e novas ideias para ajudar o mundo", declarou.
A carta chega mais de três anos depois de o artista começar a colecionar polêmicas com declarações racistas voltadas principalmente contra judeus. Em dezembro de 2022, ele elogiou Adolf Hitler no programa de Alex Jones, o que levou a adidas a encerrar o lucrativo contrato da linha Yeezy.
Mesmo após a repercussão, Ye seguiu provocando e, em maio de 2025, lançou a controversa faixa "Heil Hitler". A trajetória de tensões incluiu shows marcados por manifestações, como o show na Holanda que reuniu 40 mil pessoas em meio a protestos contra o antissemitismo.
Ao fim da carta, o rapper afirmou não buscar simpatia nem um passe livre, mas sim compreensão. "Escrevo hoje apenas para pedir sua paciência e entendimento enquanto encontro meu caminho de volta para casa", concluiu.
(Foto: Reprodução / The Grosby Group)
Intitulado "To Those I've Hurt" ("Àqueles que Machuquei"), o texto foi publicado como anúncio de página inteira no jornal The Wall Street Journal na última segunda-feira (26 de janeiro). Na carta, o artista de 48 anos pediu perdão aos fãs e afirmou que não é nazista.
Ye atribuiu o comportamento ofensivo ao acidente de carro que sofreu em 2002, quando quebrou o maxilar e teve uma lesão no lobo frontal direito do cérebro. Segundo ele, o trauma evoluiu para um transtorno bipolar do tipo 1 que permaneceu sem diagnóstico por décadas.
"Perdi o contato com a realidade", escreveu. "As coisas pioraram quanto mais ignorei o problema. Eu disse e fiz coisas das quais me arrependo profundamente. Olhando para trás, me distanciei do meu verdadeiro eu."
O artista relatou os efeitos do transtorno e disse não lembrar de "momentos desconectados" vividos em seu "estado fragmentado". Foi nesse período que, segundo ele, gravitou para o "símbolo mais destrutivo" que encontrou, a suástica, chegando a estampá-la em camisetas vendidas pela Yeezy.
Dirigindo-se à comunidade judaica, Ye escreveu: "Lamento e estou profundamente envergonhado por minhas ações naquele estado. Isso não desculpa o que fiz. Não sou nazista nem antissemita. Eu amo o povo judeu."
O fundador da G.O.O.D. Music também pediu desculpas à comunidade negra, que descreveu como "o alicerce de quem eu sou" e que o apoiou "em todos os altos e baixos e nos momentos mais sombrios". "Sinto muito por ter decepcionado vocês. Eu amo a gente", afirmou.
O músico revelou que, no início de 2025, viveu um "episódio maníaco de quatro meses" de comportamento psicótico e paranoico que, segundo ele, destruiu sua vida e o deixou com pensamentos suicidas. Após atingir o fundo do poço, disse que a esposa, Bianca Censori, o incentivou a buscar ajuda.
Ye contou que, com um tratamento à base de medicação, terapia, exercícios e vida saudável, encontrou uma "clareza há muito necessária". "Estou canalizando minha energia para uma arte positiva e significativa: música, roupas, design e novas ideias para ajudar o mundo", declarou.
A carta chega mais de três anos depois de o artista começar a colecionar polêmicas com declarações racistas voltadas principalmente contra judeus. Em dezembro de 2022, ele elogiou Adolf Hitler no programa de Alex Jones, o que levou a adidas a encerrar o lucrativo contrato da linha Yeezy.
Mesmo após a repercussão, Ye seguiu provocando e, em maio de 2025, lançou a controversa faixa "Heil Hitler". A trajetória de tensões incluiu shows marcados por manifestações, como o show na Holanda que reuniu 40 mil pessoas em meio a protestos contra o antissemitismo.
Ao fim da carta, o rapper afirmou não buscar simpatia nem um passe livre, mas sim compreensão. "Escrevo hoje apenas para pedir sua paciência e entendimento enquanto encontro meu caminho de volta para casa", concluiu.








