Junho é o Mês do Orgulho LGBTQIA+, e a música sempre esteve no centro das celebrações, das lutas e das conquistas da comunidade. De discotecas dos anos 70 a clipes que quebram recordes no YouTube, cada geração teve suas músicas que gritaram pelo direito de existir, amar e ser quem é.

Confira os hinos que definiram cada época do movimento:

Anos 70: "I Will Survive" — Gloria Gaynor (1978)

Antes mesmo de ser adotada como hino universal da resiliência, Gloria Gaynor gravou "I Will Survive" em 1978 como lado B de um single. A música rapidamente migrou para as pistas de dança e se tornou o grito de liberdade das discotecas frequentadas pela comunidade gay.

Com uma letra que fala de superação, a canção ganhou camadas de significado para quem vivia às margens da sociedade.



Anos 80: "I'm Coming Out" — Diana Ross (1980)

A virada da década trouxe uma das músicas mais emblemáticas da história do movimento. Diana Ross lançou "I'm Coming Out" em 1980, composta por Nile Rodgers após ele se inspirar em drag queens que imitavam Diana em clubes gays de Nova York. O resultado foi uma celebração de autoafirmação que se tornou sinônimo de assumir a própria identidade — muito antes de o termo "coming out" popularizar-se globalmente.



Anos 90: "Supermodel (You Better Work!)" — RuPaul (1993)

Nenhuma outra música captou o espírito da cultura drag e ballroom dos anos 90 como "Supermodel (You Better Work!)", de RuPaul. Lançada em 1993, a faixa popularizou expressões como "sashay" e "shantay" e levou a linguagem da comunidade ballroom às rádios mainstream, abrindo caminho para toda uma geração de artistas LGBTQIA+.



Anos 2000: "Beautiful" — Christina Aguilera (2002)

Em plena era do pop polido, Christina Aguilera entregou uma das baladas mais poderosas da história: "Beautiful". Com um clipe que mostrou abertamente casais gays e drag queens, a música tornou-se um abraço para quem se sentia invisível ou incompreendido — e ainda ecoa nas Paradas do Orgulho ao redor do mundo até hoje.



Anos 2010: "Born This Way" — Lady Gaga (2011)

Poucos lançamentos tiveram tanto impacto político quanto "Born This Way", de Lady Gaga. Em 2011, a cantora declarou que nascemos como somos — e o mundo ouviu. A faixa estreou em número 1 em 25 países e até hoje é entoada como hino coletivo em cada Parada do Orgulho. Mais do que pop, "Born This Way" foi uma declaração de guerra ao preconceito.



Anos 2020: "MONTERO (Call Me By Your Name)" — Lil Nas X (2021)

Se há uma música que definiu o início dos anos 2020 para a comunidade LGBTQIA+, é "MONTERO (Call Me By Your Name)", de Lil Nas X. Com um clipe ousado que virou manchete global, Lil Nas X assumiu sua sexualidade de forma irreverente e sem pedir desculpas. A música bateu recordes no Spotify e abriu caminho para uma nova geração de artistas queer no rap e no pop mainstream.



Esses hinos são muito mais do que músicas: são marcos históricos que mostram como arte e resistência sempre caminharam juntas. No Brasil, nomes como Pabllo Vittar e Liniker continuam essa tradição, provando que a luta (e a festa) seguem vivas.

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