Nesta quarta-feira (13 de maio), Stevie Wonder completa 76 anos de vida e mais de seis décadas de uma das carreiras mais extraordinárias da música mundial. Nascido Stevland Hardaway Morris, em Saginaw, Michigan, ele perdeu a visão pouco após o nascimento, mas isso não impediu que se tornasse um dos maiores gênios da história da música.
(Foto: Willy Sanjuan/Invision/AP)

Da Motown ao estrelato

Com apenas 11 anos, Stevie assinou com a gravadora Tamla, selo da Motown, e ganhou o apelido de "Little Stevie Wonder". Sua precocidade era inegável: tocava piano, gaita e bateria, além de cantar com uma potência vocal que impressionava quem o ouvia.

Na adolescência, já acumulava hits como "Fingertips" e "My Cherie Amour". Mas foi nos anos 70 que ele atingiu o auge criativo, em uma sequência de álbuns que redefiniu o R&B, o soul e o pop.



A "quadrilogia de ouro"

Entre 1972 e 1976, Stevie Wonder lançou quatro álbuns consecutivos considerados obras-primas:

"Talking Book" (1972): trouxe "Superstition" e "You Are The Sunshine Of My Life"
"Innervisions" (1973): explorando temas sociais com "Higher Ground" e "Living For The City"
"Fulfillingness' First Finale" (1974): ganhou o Grammy de Álbum do Ano
"Songs in the Key of Life" (1976): amplamente citado como um dos melhores álbuns já gravados, com "Sir Duke", "Isn't She Lovely" e "As"



Clássicos eternos

Nas décadas seguintes, Stevie continuou a produzir músicas que entraram para a história. "I Just Called To Say I Love You" venceu o Oscar de Melhor Canção Original em 1985. "Happy Birthday", lançada em 1980, tornou-se um hino de aniversário ao redor do mundo. E "Part-Time Lover" liderou paradas na mesma época.



Ao longo da carreira, Stevie acumula 25 Grammy Awards, um dos artistas mais premiados da história, além de um Grammy pelo Conjunto da Obra (Lifetime Achievement). É o único artista a ter três álbuns diferentes eleitos Álbum do Ano pelo Grammy.