Taylor Swift concedeu uma entrevista ao The New York Times, publicada nesta terça-feira (28), na qual a publicação a nomeou uma das 30 maiores compositoras americanas vivas. No bate-papo, ela comentou sobre o hábito de parte dos fãs de tentar identificar sobre quem são suas músicas.

"Tem cantos da minha base de fãs que vão levar as coisas a um lugar bem extremo", disse Taylor. "Tem pessoas que vão tentar fazer trabalho de detetive, descobrir os detalhes — quem é esse? O que é isso? Quando fica um pouco estranho pra mim é quando as pessoas agem como se fosse tipo um teste de paternidade. Como se dissessem: 'Essa música é sobre essa pessoa.' Aí eu fico tipo, 'Aquele cara não escreveu a música. Eu escrevi.'"

A cantora reconheceu que esse comportamento "faz parte" de ser uma estrela pop, mas disse que é importante manter sua própria relação com a arte que cria. "Você tem que se agarrar à sua percepção da sua arte e à sua relação com ela", afirmou.

Taylor Swift também mencionou que algumas de suas músicas surgiram diretamente de críticas que recebeu. Segundo ela, "Blank Space" não existiria sem as comparações públicas que faziam listas dos seus relacionamentos: "Não existiria se eu não tivesse pessoas falando: 'Aqui está um slideshow de todos os namorados dela'."



O mesmo se aplica a "Anti-Hero", do álbum Midnights: "Essa música não existe se eu não recebo críticas por cada aspecto da minha personalidade que as pessoas têm algum problema ou o que seja."

Na entrevista, Taylor também revelou que "Love Story" foi escrita sobre um relacionamento com um homem mais velho que seus pais não aprovavam. Já "All Too Well" foi citada como outro exemplo de música que os fãs tentam constantemente decodificar.



Ao falar sobre redes sociais, Taylor Swift deixou um recado para artistas mais jovens: "Por que você está lendo seus comentários? Não vá ao aplicativo de Notas e poste. Escreva sobre isso. Faça arte com isso. Não responda aos trolls nos seus comentários. Não é isso que queremos de você. Queremos sua arte."