O prefeito Ricardo Nunes assinou nesta terça-feira (24) um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público para permitir a realização de um megashow internacional gratuito na Avenida Paulista ainda em 2026.

A informação foi divulgada pela CBN e confirmada pelo portal g1.

Apesar da assinatura, o acordo ainda depende de validação do Conselho Superior do Ministério Público.

Sobre o andamento, o prefeito declarou: "Já está assinado (o termo), mas precisa ser validado no Conselho Superior (do MP). Vamos correr para ver se conseguimos agenda dos artistas. A nossa ideia é fazer no dia 5 de setembro".

Segundo Nunes, a expectativa é que a confirmação saia na próxima semana; o MP, por sua vez, informou que não há prazo definido.

Entre os nomes citados como cotados para o evento estão Foo Fighters, U2, Coldplay e Rolling Stones.

O novo TAC prevê aumento gradual do número de grandes eventos no local.

Em 2026, tratado como período de transição, a Paulista poderá receber a Parada do Orgulho LGBT, as atividades de fim de ano — incluindo Réveillon e a Corrida de São Silvestre — e somente um show gratuito, previsto para o segundo semestre.

A partir de 2027, passa a ser possível realizar dois shows gratuitos por ano, um em cada semestre, além das programações tradicionais.

O documento também determina que, após cada apresentação gratuita, a prefeitura encaminhe ao Ministério Público, em até 30 dias, um relatório detalhado com impactos, benefícios, ocorrências, medidas de mitigação e reflexos no funcionamento dos hospitais da região.

O MP poderá suspender a autorização para novas edições caso a análise seja negativa ou se o relatório não for apresentado.

Além disso, o TAC lista exigências mínimas para a operação do evento, como controle de acesso e de itens perigosos, garantia de passagem para moradores e trabalhadores, organização nas estações de metrô, dimensionamento de segurança, planos de evacuação e contingência, comunicação antecipada de mudanças no trânsito, manutenção do acesso a hospitais, oferta de atendimento médico e banheiros, preservação do comércio local e ações para reduzir impactos sonoros.

A necessidade de um novo acordo surgiu porque a cidade estava submetida a um TAC de 2007 que limitava a via a até três grandes eventos por ano.

Como a Parada LGBTQIA+, o Réveillon e a São Silvestre já ocupam esse teto anualmente, a realização do show dependia de autorização do Ministério Público e da Justiça.