(Foto: Avenged Sevenfold - Pridia / Reprodução 30e Instagram)
O Avenged Sevenfold pode dizer, sem exagero, que se consagrou de vez no Brasil como um dos gigantes do metal. Repetindo o feito do Bring Me The Horizon, a banda liderada por M. Shadows fez seu maior show como headliner em um estádio neste sábado (31), em São Paulo, no Allianz Parque, para uma casa cheia de aproximadamente 45 mil pessoas, noite histórica que certamente colocou o país em um lugar especial na trajetória do grupo.
O dia começou com a abertura explosiva do Mr. Bungle, projeto liderado por Mike Patton (Faith No More), acompanhado de Trevor Dunn no baixo, Dave Lombardo (Slayer) na bateria, Trey Spruance na guitarra e Andreas Kisser (Sepultura), que substituiu Scott Ian (Anthrax) devido a conflitos de agenda.
A mudança rendeu um momento emblemático: a inclusão de “Refuse / Resist” no repertório, aquecendo o público enquanto Patton despejava seu já tradicional repertório de palavrões em português, como o já famoso "Porr*, caralh*", transformando a arena em uma brisa caótica logo nas primeiras horas da tarde.
Na sequência, o A Day To Remember trouxe seu pop-punk / metalcore energético, com destaque absoluto para o break avassalador de “Mr. Highway's Thinking About The End”, que fez a plateia entrar em modo automático de bate-cabeça.
O set ainda contou com a explosiva abertura em “The Downfall Of Us All”, "I'm Made of Wax, Larry, What Are You Made Of?", "Miracle" e “All I Want", mantendo o coro da plateia e o clima lá no alto.
Pontualmente às 20h45, o Avenged Sevenfold tomou o palco sob os gritos do público. A abertura com “Game Over”, faixa que inicia o álbum "Life Is But a Dream…" (2023), deixou claro que a banda não economizaria em intensidade. A atmosfera fantasiosa e sombria foi rapidamente instaurada com “Mattel”, seguida das pesadas “Afterlife” e “Chapter Four”, em uma sequência que já colocava o Allianz Parque em ebulição.
O frontman M. Shadows, então, aproveitou para abrir seus coração sobre a relação da banda com o Brasil, lembrando das primeiras passagens, que incluiu o criticado show (por eles mesmos) no Rock in Rio em 2013.
"Sabe, estávamos conversando sobre as nossas primeiras vezes no Brasil, e éramos garotos levados naquela época, causávamos muitos problemas... Mas vocês sempre foram o número 1 nos nossos corações", disse ele, em meio a aplausos. "O mundo inteiro diz 'Venham para o Brasil, venham para o Brasil, venham para o Brasil...' e essa música é dedicada a todos os brasileiros, não apenas de São Paulo, mas do país inteiro: 'Hail To The King'", acrescentou, antes dos primeiros riffs do hit.
A grande surpresa veio logo depois, com a execução da balada “Gunslinger”, ausente do show em Curitiba dias antes. Cantada em uníssono por toda a arena, a faixa ganhou contornos ainda mais especiais com fogos iluminando o céu paulistano. Segundo Shadows, a música foi estrategicamente guardada para São Paulo, mas poupada na capital paranaense para deixar uma espécie de gostinho de quero mais.
A sequência com “Buried Alive” elevou ainda mais a intensidade, preparando o terreno para uma improvisada “Seize The Day”, arrancando uma reação imediata da plateia.
Em seguida, veio um dos momentos mais tocantes do espetáculo: “” em homenagem ao saudoso The Rev, primeiro baterista do grupo, morto em 2008, também entoada pela arena e com o telão trazendo imagens mesclando um céu noturno com os contornos do músico.
O bloco final manteve o nível nas alturas com “Bat Country”, “Nobody” e o hino “Nightmare”, sintetizando perfeitamente a energia caótica, teatral e intensa que define o Avenged Sevenfold. Sem depender excessivamente de pirotecnia, que foi usada apenas para potencializar momentos do concerto, a banda apostou apenas na força da performance e na execução impecável, além de imagens muito bem boladas para o telão.
O encerramento com “Unholy Confessions”, “Save Me”, “” e “A Little Piece Of Heaven” selou uma excelente apresentação, marcada por um M. Shadows em forma vocal bem acima do que havia sido apresentado no Rock in Rio 2024, e por uma banda afiadíssima, técnica e coesa. Destaque absoluto para Synyster Gates, que reafirmou por que é frequentemente citado entre os grandes "guitar heroes" do rock moderno.
SETLIST
AVENGED SEVENFOLD
1. "Game Over"
2. "Mattel"
3. "Afterlife"
4. "Chapter Four"
5. "Hail To The King"
6. "Gunslinger"
7. "Buried Alive"
8. "Seize The Day"
9. "So Far Away"
10. "Bat Country"
11. "Nobody"
12. "Nightmare"
13. "Not Ready To Die"
14. "Unholy Confessions"
15. "Save Me"
16. "Cosmic"
17. "A Little Piece Of Heaven"
A DAY TO REMEMBER
1. "The Downfall Of Us All"
2. "I'm Made of Wax, Larry, What Are You Made Of?"
3. "Right Back At It Again"
4. "Bad Blood"
5. "Make It Make Sense"
6. "Paranoia"
7. "Miracle"
8. "Mr. Highway's Thinking About The End"
9. "All My Friends"
10. "Have Faith In Me"
11. "2nd Sucks"
12. "Silence"
13. "If It Means A Lot To You"
14. "All I Want"
15. "All Signs Point To Lauderdale"
MR. BUNGLE
1. "Tuyo" (Rodrigo Amarante cover)
2. "Anarchy Up Your Anus"
3. "Bungle Grind"
4. "I'm Not In Love" (10cc cover)
5. "Eracist"
6. "Raping Your Mind"
7. "Retrovertigo"
8. "Refuse / Resist" (Sepultura cover)
9. "Hypocrites / Habla Español o Muere"
10. "Sudden Death"
11. "Hopelessly Devoted to You" (John Farrar cover)
12. "My Ass Is On Fire"
13. "All By Myself" (Eric Carmen cover)
O Avenged Sevenfold pode dizer, sem exagero, que se consagrou de vez no Brasil como um dos gigantes do metal. Repetindo o feito do Bring Me The Horizon, a banda liderada por M. Shadows fez seu maior show como headliner em um estádio neste sábado (31), em São Paulo, no Allianz Parque, para uma casa cheia de aproximadamente 45 mil pessoas, noite histórica que certamente colocou o país em um lugar especial na trajetória do grupo.
O dia começou com a abertura explosiva do Mr. Bungle, projeto liderado por Mike Patton (Faith No More), acompanhado de Trevor Dunn no baixo, Dave Lombardo (Slayer) na bateria, Trey Spruance na guitarra e Andreas Kisser (Sepultura), que substituiu Scott Ian (Anthrax) devido a conflitos de agenda.
A mudança rendeu um momento emblemático: a inclusão de “Refuse / Resist” no repertório, aquecendo o público enquanto Patton despejava seu já tradicional repertório de palavrões em português, como o já famoso "Porr*, caralh*", transformando a arena em uma brisa caótica logo nas primeiras horas da tarde.
Na sequência, o A Day To Remember trouxe seu pop-punk / metalcore energético, com destaque absoluto para o break avassalador de “Mr. Highway's Thinking About The End”, que fez a plateia entrar em modo automático de bate-cabeça.
O set ainda contou com a explosiva abertura em “The Downfall Of Us All”, "I'm Made of Wax, Larry, What Are You Made Of?", "Miracle" e “All I Want", mantendo o coro da plateia e o clima lá no alto.
Pontualmente às 20h45, o Avenged Sevenfold tomou o palco sob os gritos do público. A abertura com “Game Over”, faixa que inicia o álbum "Life Is But a Dream…" (2023), deixou claro que a banda não economizaria em intensidade. A atmosfera fantasiosa e sombria foi rapidamente instaurada com “Mattel”, seguida das pesadas “Afterlife” e “Chapter Four”, em uma sequência que já colocava o Allianz Parque em ebulição.
O frontman M. Shadows, então, aproveitou para abrir seus coração sobre a relação da banda com o Brasil, lembrando das primeiras passagens, que incluiu o criticado show (por eles mesmos) no Rock in Rio em 2013.
"Sabe, estávamos conversando sobre as nossas primeiras vezes no Brasil, e éramos garotos levados naquela época, causávamos muitos problemas... Mas vocês sempre foram o número 1 nos nossos corações", disse ele, em meio a aplausos. "O mundo inteiro diz 'Venham para o Brasil, venham para o Brasil, venham para o Brasil...' e essa música é dedicada a todos os brasileiros, não apenas de São Paulo, mas do país inteiro: 'Hail To The King'", acrescentou, antes dos primeiros riffs do hit.
A grande surpresa veio logo depois, com a execução da balada “Gunslinger”, ausente do show em Curitiba dias antes. Cantada em uníssono por toda a arena, a faixa ganhou contornos ainda mais especiais com fogos iluminando o céu paulistano. Segundo Shadows, a música foi estrategicamente guardada para São Paulo, mas poupada na capital paranaense para deixar uma espécie de gostinho de quero mais.
A sequência com “Buried Alive” elevou ainda mais a intensidade, preparando o terreno para uma improvisada “Seize The Day”, arrancando uma reação imediata da plateia.
Em seguida, veio um dos momentos mais tocantes do espetáculo: “” em homenagem ao saudoso The Rev, primeiro baterista do grupo, morto em 2008, também entoada pela arena e com o telão trazendo imagens mesclando um céu noturno com os contornos do músico.
O bloco final manteve o nível nas alturas com “Bat Country”, “Nobody” e o hino “Nightmare”, sintetizando perfeitamente a energia caótica, teatral e intensa que define o Avenged Sevenfold. Sem depender excessivamente de pirotecnia, que foi usada apenas para potencializar momentos do concerto, a banda apostou apenas na força da performance e na execução impecável, além de imagens muito bem boladas para o telão.
O encerramento com “Unholy Confessions”, “Save Me”, “” e “A Little Piece Of Heaven” selou uma excelente apresentação, marcada por um M. Shadows em forma vocal bem acima do que havia sido apresentado no Rock in Rio 2024, e por uma banda afiadíssima, técnica e coesa. Destaque absoluto para Synyster Gates, que reafirmou por que é frequentemente citado entre os grandes "guitar heroes" do rock moderno.
SETLIST
AVENGED SEVENFOLD
1. "Game Over"
2. "Mattel"
3. "Afterlife"
4. "Chapter Four"
5. "Hail To The King"
6. "Gunslinger"
7. "Buried Alive"
8. "Seize The Day"
9. "So Far Away"
10. "Bat Country"
11. "Nobody"
12. "Nightmare"
13. "Not Ready To Die"
14. "Unholy Confessions"
15. "Save Me"
16. "Cosmic"
17. "A Little Piece Of Heaven"
A DAY TO REMEMBER
1. "The Downfall Of Us All"
2. "I'm Made of Wax, Larry, What Are You Made Of?"
3. "Right Back At It Again"
4. "Bad Blood"
5. "Make It Make Sense"
6. "Paranoia"
7. "Miracle"
8. "Mr. Highway's Thinking About The End"
9. "All My Friends"
10. "Have Faith In Me"
11. "2nd Sucks"
12. "Silence"
13. "If It Means A Lot To You"
14. "All I Want"
15. "All Signs Point To Lauderdale"
MR. BUNGLE
1. "Tuyo" (Rodrigo Amarante cover)
2. "Anarchy Up Your Anus"
3. "Bungle Grind"
4. "I'm Not In Love" (10cc cover)
5. "Eracist"
6. "Raping Your Mind"
7. "Retrovertigo"
8. "Refuse / Resist" (Sepultura cover)
9. "Hypocrites / Habla Español o Muere"
10. "Sudden Death"
11. "Hopelessly Devoted to You" (John Farrar cover)
12. "My Ass Is On Fire"
13. "All By Myself" (Eric Carmen cover)








