A Ticketmaster se pronunciou sobre as acusações de supostas irregularidades na venda de ingressos para os shows do Harry Styles no Brasil, que acontecem nos dias 17 e 18 de julho deste ano, no estádio MorumBis.
(Foto: Johnny Dufort).

A polêmica começou após fãs, que estavam presentes nas filas da bilheteria física, divulgarem imagens alegando que supostos cambistas estavam portando uma grande quantidade de ingressos.



Em suas redes sociais, a deputada do Psol, Erika Hilton, afirmou que acionou a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon SP) sobre essas supostas irregularidades.

"Como as primeiras pessoas das filas, tanto a geral quanto a PCD, não conseguiram comprar ingressos, mas os cambistas já tinham ingressos em mãos? Houve venda prévia aos cambistas? Para os cambistas, não havia limites de vendas de ingressos? Os cambistas faziam parte da campanha publicitária de venda do Banco Santander?", questionou a deputada.



O deputado estadual Guilherme Cortez, do Psol, também afirmou estar cobrando as autoridades sobre o caso.





Em um comunicado enviado ao G1, A Ticketmaster afirmou que irá cooperar com as autoridades e negou qualquer irregularidade nas vendas. Leia abaixo:

"A Ticketmaster não apoia o cambismo, nem vende ingressos antecipadamente para cambistas, nem tem parcerias com operadores de revenda que os privilegiem em relação aos fãs. Qualquer suposição contrária a isto está incorreta. De acordo com nossos Termos e Condições, ingressos oferecidos em plataformas de revenda ilegais ou não autorizadas podem ser cancelados e disponibilizados novamente para venda aos fãs.

Na bilheteria física, a venda de ingressos é feita estritamente de acordo com as diretrizes definidas pelo organizador do evento, incluindo limites de compra por pessoa e por CPF. Os ingressos são vendidos para qualquer pessoa fisicamente presente na fila, por ordem de chegada e dentro dos limites estabelecidos. Para eventos de alta demanda, a disponibilidade em certas seções pode esgotar rapidamente, pois as compras são concluídas simultaneamente em vários balcões de atendimento.

Trabalhamos continuamente para impedir que agentes mal-intencionados acessem tickets. O setor vive em meio a uma corrida de cambistas que usam bots cada vez mais sofisticados, e investimos centenas de milhões de dólares em tecnologia e equipes dedicadas focadas na prevenção do abuso. Esse trabalho complementa nossos controles operacionais tanto em ambientes de vendas online quanto presenciais.

Para este evento, assim como em todas as vendas da Ticketmaster, os preços dos ingressos e quaisquer taxas aplicáveis foram claramente publicados antecipadamente em nosso site. A Ticketmaster não cobra taxa para emitir ingressos, sejam comprados online ou na bilheteria física -- ou seja emitidos digitalmente ou em formato impresso. Qualquer taxa local aplicada à compra da bilheteria é cobrada pelo local, não pela Ticketmaster.

Levamos a sério as preocupações levantadas pelos fãs e permanecemos totalmente disponíveis para cooperar com as autoridades e fornecer quaisquer informações necessárias. Nosso foco é, e continuará sendo, apoiar artistas e ajudar fãs reais a acessarem ingressos da forma mais justa e transparente possível."
[via G1].