No cimo daquele outeiro Debruçado, um castanheiro Morre de sede e fadiga Erguendo os braços ao vento Dando a visão do tormento Sobre uma rocha inimiga
Perdeu as folhas, coitado Tão sequinho, tão mirrado Fogem dele os passarinhos Pois mesmo em noites suaves Não pode abraçar as aves Nem pode embalar os ninhos
E um ramo de hera viçosa Que vive, sempre amorosa Ao velho troco segura Abraça o pobre velhinho Cada vez com mais carinho Cada vez com mais ternura
Ó hera que não dás flor Teu coração, para amor Deve ser igual ao meu Singela planta que eu amo Jamais se esquece do ramo Onde uma vez se prendeu
Compositor: João de Vasconcellos e Sá e Pedro RodriguesPublicado em 1965ECAD verificado fonograma #5463563 em 10/Mai/2024