Sempre que eu canto chove Qual será a relação Do meu canto com a água Minha voz na imensidão?
Sempre que meu canto escorre No quintal turvo a visão Rio baixo e deságuo Choro seco no ser-tão
Chão rachado, rosto inteiro A repressa, a prisão Evapora, deixa marcas Barro o peito em suspensão
Há de viver e ser Um ser intenso Rio em seu curso busca o mar Pra ser imenso
Há de chover Um canto cheio Para dar corpo e atravessar Profundo leito
Sempre que eu canto chove Qual será a relação? Calo, ouço e me afogo Gota a gota na canção
Se anoitece no terreiro Pleno dia escuridão Céu da boca se anuveia Me desato grão em grão
Compositor: Desconhecido no ECADIntérprete: Luis Carlos Ferreira de Oliveira (Luis Kiari) (UBC)Publicado em 2015 (07/Jan) e lançado em 2015 (01/Mar)ECAD verificado fonograma #10078782 em 14/Abr/2024