Tá tudo tão estranho aqui Tão quente, tão frio Não dá pra encostar Mas, não se acanhe Que esse dia fora do tempo Há de acabar
No sufoco criado da minha própria mudança Uma mucosa com vazio e falsas esperanças No aperto do casulo da minha própria criação Pensando em morte inevitável me preparo pra morrer na solidão Uma rachadura aparece, uma luz que me aquece Abri meus olhos, desde então tudo me entorpece O peso some, o corpo para, dispara Me deparo voando com um par de asas Paraliso com o som de um pulso forte Descubro que a vida é possível, mas preciso ter sorte
Me deixa voar, me deixa voar, ah ah Me deixa voar, me deixa voar, ah ah Me deixa voar, me deixa voar, ah ah Me deixa voar, me deixa voar, ah ah
E voo, voo longe sem fazer parada Faço de flores e amores minhas curtas moradas Ter um corpo que transita e me faz enxergar Eu vou, eu sigo, estou onde eu sempre quis estar Se eu sinto cheiro no ar, sempre vou me entregar O verde vem na mente sempre só pra agregar Lembro do medo da escuridão e inventei vida Transgressão
Me deixa voar, me deixa voar Me deixa voar, me deixa voar Me deixa voar, me deixa voar
Me deixa voar, me deixa voar
Compositores: Felipe de Oliveira Damasco, Jup Lourenco Mata Pires (ABRAMUS)Editor: Boa Musica Brasil Direitos Musicais Ltda (UBC)Publicado em 2020 (21/Abr) e lançado em 2020 (11/Jun)ECAD verificado obra #31275539 e fonograma #21188540 em 03/Mai/2024