Era eu e mais dez num pardieiro no Estácio de Sá Fazia biscate o dia inteiro pra não desovar e quanto mais apertava o cinto mais magro ficava com as calças caindo sem nem pro cigarro, nenhum pra rangar
Falei com os dez do pardieiro do jeito que tá com a vida pela hora da morte e vai piorar imposto, inflação cheirando a assalto juntamo as família na mesma quadrilha nos organizamo pra contra-assaltar
Fizemo a divisão dos trabalhos Mulher - suadouro, trotuá Pivete - nas missas, nos sinais Marmanjo - no arrocho, pó, chantagem balão apagado, tudo o que pintar
E assim reformando o pardieiro Penduramo placa no portão Tiziu, Cuspe-Grosso e seus irmãos agora no ramo atacadista convidam pro angu de inauguração
Tenteia, tenteia com o berro e saliva fizemo o pé-de-meia (bis)
Hoje tenho status, mordomo, contatos pertenço à situação mas não esqueço os velhos tempos
Domingo numa solenidade uma otoridade me abraçou Bati-lhe a carteira, nem notou Levou meu relógio e eu nem vi Já não há mais lugar pra amador! (bis)
Tenteia, tenteia com o berro e saliva fizemo o pé-de-meia (bis)
Ri melhor Quem ri impune
Compositores: Aldir Blanc Mendes (Aldir Blanc) (ABRAMUS), Joao Bosco de Freitas Mucci (Joao Bosco) (UBC)Editores: Universal Music Publishing Mgb Brasil Ltda (UBC), Zumbido (UBC)Administração: Sony Music Publishing Edicoes Musicais Ltda (UBC)Publicado em 2020 (11/Fev) e lançado em 2020 (20/Mar)ECAD verificado obra #109787 e fonograma #20425764 em 10/Abr/2024