Deu meia-noite agora e sem sono eu me deito Lá fora a lua aclara a treva escura é jogo feito Um vulto me apavora um olho, o voo de um suspeito Vixe, nossa senhora afastai esse morcego
Livrai-me desse medo Eu rogo, eu peço arrego Sai medo de mim Sai de mim
Água, água
Água de fogo eu choro a me ferir Meu grito é um silêncio sem fim Eu suo seco sem saliva Sob o sol sem sombra É sempre deserto em mim E sigo a seco sem uma nuvem no céu Só sede queima o meu jardim
Deu meia-noite agora e de tudo eu tenho medo Lá fora a lua aclara e do medo nasce medo Um vulto me apavora É que do medo eu tenho medo Vixe, nossa senhora É medo, é medo, é medo, é medo
Livrai-me desse medo Eu rogo, eu peço arrego Sai medo de mim Sai de mim
Água, água
Água de fogo eu choro a me ferir Meu grito é um silêncio sem fim Eu suo seco sem saliva sob o sol Sem sombra é sempre deserto em mim Eu sigo a seco sem uma nuvem no céu Só sede queima o meu jardim
Olho pra frente, olho pro lado Olho pra trás já fatigado É tanto medo De repente não dá mais
E penso mudo, penso inteiro Penso tudo, em desespero Corro em vão, não tem saída Estou na mão
E sinto frio, sinto ardência Sinto sempre alguma ausência A febre vem e no vazio se detêm
E vejo caras, vejo bocas Vejo taras quase roucas Um horror por trás é sempre medo e dor
Compositores: Francisco de Castro Mucci (Francisco Bosco) (UBC), Joao Bosco de Freitas Mucci (Joao Bosco) (UBC)Editor: Zumbido (UBC)Administração: Sony Music Publishing Edicoes Musicais Ltda (UBC)Publicado em 1997 (30/Out)ECAD verificado obra #65863 e fonograma #352048 em 08/Abr/2024