Falo de ti Dama que nunca se viu Nunca o teu nome Alguém já repetiu Fada ou sereia Em mil carnavais Ela jamais A mesma máscara vestiu
Falo de ti Sempre passeias aqui No calçadão Da praia de Aparição Deusa de areia Quem nunca te viu No branco mar Que a tua imagem refletiu
Ô, beleza Por que sambar assim? Sem repetir nem Um só passo Sem chão Num compasso sem tempo Sem ter um fim
Ô, beleza Por que te amar assim? Boca que beija Sem os lábios Teus olhos fechados Olham pra mim
Pra te encontrar Quanto terei que andar Quanto sofrer Quanto saber Que você não virá Pra te deixar A quem dizer adeus? A minha voz Repetirá os gritos meus
Quero te ouvir cantar Doce sereia Vou me deixar levar Por amor
Vamos juntos nadar Na maré cheia Quem não morre no mar Morre na areia
Vênus, Iemanjá Que rosto esconderá O véu dos nomes que tentam dizer O que não se pode ver, não Vamos viver nós dois Sem antes nem depois Pingos de chuva entre a nuvem e o chão Esse é o nosso enredo
O que eu quero é sambar Venha ser o meu par Eu peguei tua mão Pra nunca largar Pra nunca largar
Compositores: Francisco de Castro Mucci (Francisco Bosco) (UBC), Joao Bosco de Freitas Mucci (Joao Bosco) (UBC)Editor: Zumbido (UBC)Administração: Sony Music Publishing Edicoes Musicais Ltda (UBC)Publicado em 2000 (01/Mai)ECAD verificado obra #205459 e fonograma #50549 em 10/Abr/2024