lhes apresento mariana nascida há vinte e cinco natais tirou da mão esquerda uma aliança e dos ombros um peso a mais
filha de Maria e Vicente mãe de Lúcia, ex-mulher de José escorre na pia o sono insistente e as seis já preparou o café
MARIANA MINHA DOCE MARIANA
rotinas lhe ensinam a mesma história ela de joelhos murmura uma prece beija a filha as sete na escola e as oito está sorrindo pro chefe
anota pedidos sonhando acordada quer de novo se apaixonar em frente ao espelho ela era mais magra e coleciona dietas pro verão chegar
MARIANA MINHA DOCE MARIANA
leva o suor e as estrelas pra casa abafada e o abraço da filha vem lhe socorrer a calma vem depois das plantas regadas mas há o quintal ainda por varrer
vejo as duas na cama desfeita e casta cheia de lembranças que ela quer esquecer mas a paixão é a lição da próxima página o mesmo romance ela insiste em ler