O boi carreiro Que trabalhou no sertão Puxava toras das matas Arrastava o carretão
Suas forças redobrava Com os gritos do patrão Seu corpo banhado em sangue Das picadas do ferrão
O boi carreiro Que teve uma triste sorte Deixando longe o sertão Onde o capim era forte
Até que chegou o dia Que fizeram seu transporte Aqui na grande cidade Vieste ao encontro da morte
O boi carreiro Já não serve ao fazendeiro Seu destino foi mudado Foi trocado por dinheiro
E teve um fim tão cruel Que destino traiçoeiro Aqui viraste vaca Na faca do açougueiro
O boi carreiro Você já foi pioneiro Puxando carros na estrada Junto com seus companheiros
Sangrando por dois ferrões Qual dos dois mais traiçoeiro Foi o ferrão do destino Ou o ferrão do carreiro
Compositores: Alicio Vicente Jatuba (Belline) (SICAM), Rivaldo Jose da Cruz (Nho Valdo) (ABRAMUS)Editor: Nacional Discos do Brasil Ltda. (SICAM)ECAD verificado obra #229317 em 10/Abr/2024