Convidei minha comadre Pra nóis i coiê goiaba Lá no pomar da vizinha. Ela levô a empregada Que estava muito folgada E há tempo não faz nada Pra dá uma saidinha.
Chegando lá no pomar, As duas tavam louca pra trepar. Eu falei com minha carma E uma de cada vez Senão o gaio vai entortar.
Pra poder coiê goiaba Tem que tá bem madurinha Não importa a cor por fora Mas por dentro da goiaba Tem que tá bem vermeinha.
A danada da empregada Que por ser muito assanhada, E sem ligar pra nada Já foi trepando no ato. E falô para a comadre Eu vo chacoaiá o gaio Pra despregá a goiaba E ocê segura o saco. Nessa hora eu percebi, que minha comadre Não achou muito bão. Vendo a outra trepada, E ela ali do lado Com o meu saco na mão.
Pra poder coiê goiaba Tem que tá bem madurinha Não importa a cor por fora Mas por dentro da goiaba Tem que tá bem vermeinha.